sábado, 27 de fevereiro de 2010

Problema social

Vale a pena ouvir. A palavra com Seu Jorge.

http://www.youtube.com/watch?v=SatVnfhvNvo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Escárnio e desprezo pelos pobres

Dulce Critelli é terapeuta existencial (sic) e professora de Filosofia da PUC-SP (uma instituição de respeito). Escreveu um artigo na Folha de S. Paulo (outra “instituição” de respeito). Mas, ao contrário da primeira instituição, a Folha (e/ou o caderno Folha Equlibrio de 11/02/10) deu espaço para uma acintosa manifestação de desprezo pela sofrida população brasileira. Pior: pela miserável e desamparada população idosa brasileira e pelos que um dia serão idosos.


Uma vez lido o artigo, imagino como a professora utiliza o espaço que a PUC lhe abre para lecionar Filosofia. Seus alunos podem muito bem ser leitores da Folha. Os miseráveis idosos brasileiros certamente não são leitores da Folha e muito menos alunos de Filosofia da PUC.


Abaixo, algumas pérolas do peculiar “existencialismo” (este sim, desprezível) da autora.


(...)

“Assombro nos olhos que redescobrem sua própria velhice.”

(...)

O que angustia é não saber se poderemos garantir nosso próprio sustento, numa época em que teremos menos força de trabalho e mais carências.

(...)

Vinga na sociedade a ideia de que a velhice é um mal, um acidente e está sempre acompanhada de penúria e solidão.
(...)minha amiga se deu conta de que não podia impingir à sua velhice uma indigência que ela não teria. Bem ou mal, tem casa, INSS e condições de comprar um imóvel para renda.

(...)

De repente, nos pareceu que poderíamos ter algum controle sobre a velhice. Antecipá-la na imaginação era poder nos prover um bom viver.

(...)

Minha amiga tem razão quando diz que não podemos nos impor uma indigência que não teremos.

(...)

Para quem quiser conferir e contextualizar os trechos acima selecionados, lá vai a íntegra do artigo (com algumas observações minhas em vermelho).


A GENTE SE ESQUECE (sim, de ficar com a boca fechada, por exemplo)


"Vanessa Redgrave, num filme que peguei pela metade e nem sei o nome, sai do banho e se olha no espelho. Assombro nos olhos que redescobrem sua própria velhice. "Eu me esqueço...", ela diz.


A gente se esquece....


Recordei a cena numa conversa com uma amiga sobre nosso envelhecimento. Não falávamos disso, um ano atrás. É estranho pensar que há um relógio contando o tempo do qual nos distraímos

.
Não posso dizer que o clima da conversa fosse a melancolia nem propriamente a tristeza -ou, ainda, a agonia da perda de um rosto jovem e de um corpo firme. Nem entramos naquele papo de que desejaríamos ter a sabedoria de agora com um corpinho de 20.


Estávamos preocupadas com garantias para um bom futuro e uma boa velhice. Minha amiga quer mudar o ritmo do trabalho. Quer mais horas para o lazer, os amigos, o filho, os parentes, o papo pro ar. Dizia que o fôlego, que aos 40 anos tinha de sobra, começava a faltar.


Acho que é verdade que o vigor vital diminui, mas o desejo por essas coisas às quais, quando nos tornamos adultos, nos entregamos com voracidade, acaba. Mais dinheiro, reconhecimento, bens, status, poder... Isso tudo vai perdendo a graça. A vontade muda de rumo.


Mas que a vontade refaça seu destino pode até ser bom. O que angustia é não saber se poderemos garantir nosso próprio sustento, numa época em que teremos menos força de trabalho e mais carências. Se haverá quem cuide de nós, se precisarmos. E que nos ame.

Vinga na sociedade a ideia de que a velhice é um mal, um acidente e está sempre acompanhada de penúria e solidão.

Nossos receios caminhavam por aí, até que minha amiga se deu conta de que não podia impingir à sua velhice uma indigência que ela não teria. Bem ou mal, tem casa (sic), INSS (sic) e condições de comprar um imóvel para renda (sic X sic). E pode gastar menos sem ter que viver em privação!

Essa constatação nos trouxe alívio, pois temos situação parecida. De repente, nos pareceu que poderíamos ter algum controle sobre a velhice. Antecipá-la na imaginação era poder nos prover um bom viver


Preparar o cenário da própria velhice é muito diferente do que já fiz até agora. Aprontar uma profissão, uma casa, um pecúlio... Tudo tem o tom de mais vida, de pujança, de produção. Preparar a velhice é arrumar a proteção.
Minha amiga tem razão quando diz que não podemos nos impor uma indigência que não, mas, ainda assim, não podemos afastar de nós a fragilidade e a finitude.
Entendi, agora, o que no filme "Feitiço da Lua" uma senhora, cujo marido a traíra com uma mulher mais jovem, quis dizer com isso: "Ele me trai porque tem medo da morte".


Apaixonar-se é começar. E todo amor se quer eterno. A paixão nos faz jovens, e a vida parece ficar mais longa e infinita. Por isso, a gente gosta mesmo é de preparar novos começos e se sente desajeitada em cuidar de fins."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dedo em riste

“Muita gente reclamou que Ciro Gomes, no auge das tratativas sobre candidaturas presidenciais e conchavos afins, tirou férias e se ausentou do País. Muita gente deve estar achando agora que Ciro Gomes deveria ter prolongado suas férias até depois das eleições.

Mas Ciro voltou ao País com a sua metralhadora giratória em riste. Disse que só não será candidato a presidente da República se o seu partido, o PSB, não deixar. E se José Dirceu pedir? "Não pediu. Se pedir, mando pastar. Ele deveria assumir um certo respeito. A condição atual dele é golpista. Ele quis acabar com o Lula. O Zé Dirceu estava decidido a acabar com o Lula".

E se Lula pedir para ele esquecer a candidatura e subir no palanque de Dilma? "Não subo no palanque de Dilma no primeiro turno. Lula é um grande líder político, mas não é um mito, não é santo e não é inquestionável. Ele quer transformar a eleição em um plebiscito (comparação entre o seu governo e o de FHC). Está errado. O PT confunde discordar com brigar. Concordar com tudo não é ser amigo. O Lula está errado".

Mais do que isso, Ciro considera que sua candidatura, vitoriosa ou não, é fundamental para o País: "Posso falar coisas que o PT não pode. A moral da aliança PT/PMDB é um roçado de escândalo. Não tenho que fazer homenagem ao Quércia, como o Serra, nem ao Renan Calheiros, como a Dilma".

Achou pouco? Dia 18 tem mais, no programa do PSB na TV.” (Fórum de Líderes Empresariais / FLE)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Zen

“Quando você olha para fora, você sonha. Quando você olha para dentro, você acorda.” Jung

Ideas worth spreading

TED Talks This demo -- from Pattie Maes' lab at MIT, spearheaded by Pranav Mistry -- was the buzz of TED. It's a wearable device with a projector that paves the way for profound interaction with our environment. Imagine "Minority Report" and then some.

http://www.ted.com/talks/lang/eng/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html

Em: www.ted.com

Gato por lebre

"O governo decidiu mesmo comprar os jatos franceses Rafale para reequipar a FAB, indo contra um relatório técnico da própria FAB.

A senha para a compra foi um descontinho de US$ 2 bilhões que a empresa francesa deu no pacote de 36 caças, que originalmente custaria US$ 8,2 bilhões. Mesmo com essa baixada no preço, o pacote francês é 40% mais caro que o sueco e vai custar US$ 500 milhões a mais do que se a escolhida fosse a Boeing.

Mas não é só preço. O jato francês Rafale não foi o melhor em nenhum dos sete critérios utilizados pela FAB em seu relatório técnico. E foi o pior em cinco: técnico, logística, compensações tecnológicas/comerciais, geração de empregos e preço." (Forum de Líderes Empresariais)