
Dilma Roussef e o companheiro Paulo Vanucci, secretário Nacional de Direitos Humanos, precisam ler "Death to the Dictator", livro que saiu nos EUA que conta a história de um jovem de 25 anos que foi preso pela milícia iraniana em agosto passado num protesto contra a posse de Ahmadinejad na Presidência, após uma eleição fraudulenta. Era um ativista pacífico, periférico. Foram 28 dias no calabouço da República Islâmica. Foi espancado e estuprado em nome de "Deus todo misericordioso e compadecido..." Quando saiu, recebeu cuidados especiais da família para que não cometesse suicídio. Como ocorre em vários casos semelhantes. Segundo Elio Gaspari, "o beneplácito misericordioso e compadecido que o governo brasileiro dá a Ahmadinejad suja com a marca da amoralidade a diplomacia brasileira e faz com que pareça parcial quando condena as ações de Israel".
O governo turco tem uma extensa fronteira com o Irã, o que justificaria manter uma política de boa vizinhança. O Brasil fica a 11 mil kms de distância da encrenca, não tem nada a ver com o bode. Essa diplomacia é fruto de uma arrogância que, guardadas as devidas e históricas proporções, parece próxima à de Israel, quando se recusa a aceitar uma investigação internacional para o atentado que cometeu em águas internacionais.
